sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A VERGONHA DE SÃO JOÃO DOS PATOS

BARRACAS E PERIGOS

Barracas de materiais inflamáveis colocam em risco a vida de pessoas
O visitante que chega à cidade de São João dos Patos admira a Av. Presidente Médici com suas pistas largas, canteiros bem cuidados, praças limpas e um comércio movimentado, ao dobrar o sinal (semáfora) rumo a Praça Parque da Bandeira ainda observa quiosques nas calçadas que divide as ruas rumo ao Asa Delta, “point” dos patoenses. Se o  turista quiser levar uma lembrancinha  deve visitar o centro de artesanato ao lado do mercado público...  e é aí que toda a beleza da cidade se  esvai...  Ao lado do centro de artesanato está o  mercado público municipal, a vergonha dos patoenses. Um amontoado de barracas e comerciantes que vendem alimentos, carnes, roupas, calçados, verduras, frutas, peixes, refeições e até carvão... Isso mesmo carvão. O local poderia ser um ponto turístico, se as autoridades quisessem, mas o turista ou visitante que não tiver o estômago forte deve evitar o local. Além da falta de higiene e bagunça, ali existe o risco de incêndio iminente... O que é alarmante para muitas pessoas, ao que parece não é para as autoridades do município. Há anos essa situação existe. Ao lado de barracas onde são feitas e servido comidas existe depósito de carvão sem nenhuma proteção... Os sacos de carvão são colocados em uma barraca feita de ripas e coberta com plástico e papelão e ligada a outras barracas onde existe fogão e botijão a gás. A maioria das barracas de feirantes é coberta de plástico ou papelão e cercada de tábuas ou ripas... Tecidos de feirantes que vendem roupas e calçados também fazem parte do caótico cenário  aumentando o perigo.  Animais domésticos rondam o local e isopores para transporte de carnes são deixados a céu aberto, insetos circulam a todo o momento, é um verdadeiro festival de proliferação de transmissores de doenças infecciosas. Os Boxes que vendem carnes dentro do mercado deve ser a dor de cabeça da Vigilância Sanitária do Município, se é que ela fiscaliza o local ou deve ter muito trabalho para ignorar a situação. Os fundos do prédio do centro de artesanato do município que fica ligado ao local, sob as suas escadas existem colchões velhos onde mendigos dormem e fazem suas necessidades, próximo a fogareiros e muita sujeira, contrastando com a ostentações de alguns patoenses que passam ao largo em seus belos carrões rumo a Caixa Econômica que fica em uma rua praticamente ao lado.
Barraca de carvão no meio da feia e próxima de cozinhas Ft:Lasan
A reportagem do blog após registrar essa situação das barracas fez algumas perguntas as pessoas que passavam nas proximidades. O senhor Gilberto F. Matos de uma cidade vizinha disse que é uma vergonha para São João dos Patos, segundo o senhor Gilberto, cidade que se intitula como a melhor cidade do médio sertão maranhense. Dona Maria Raimunda, moradora de São João dos Patos revelou que até hoje nenhum prefeito resolveu a questão da favelinha, como designou o local: “Entra prefeito e sai prefeito e ficam dizendo que fizeram isso, que são João dos Patos fez aquilo, mas a “favelinha do mercado, ninguém nunca resolveu, é uma vergonha” disse a senhora indignada.
O local onde é realizada a feira é um quebra-cabeça da mitologia do minotauro, se você entra se perde e não existe espaço para mais de duas pessoas circularem no mesmo trecho, é muito apertado, se por ventura acontecer uma confusão ou incêndio a previsão de acidentes e mortes é incalculável. As barracas que combinam gás, carvão e material como madeira, papelão e plásticos, etc. é uma verdadeira bomba-relógio.
Perguntado a um feirante sobre esse risco, o mesmo que não quis se identificar disse que trabalha apreensivo e teme com o que possa acontecer a qualquer momento: “As autoridades já tem conhecimento desse risco, mas nunca fizeram nada de verdade, é só promessa”.
Um estudante que estava sentado em um banco na praça em frente ao mercado municipal levou a situação na base da ironia e criticou o atual prefeito de São João dos Patos, Waldênio Sousa, dizendo que o mesmo torra dinheiro em confecção de camisetas para divulgar a sua administração nas páginas do Facebook, e que inclusive já está sendo chamado pela galera da web de “Prefeito Camiseta”: “Se o prefeito gastar metade do dinheiro das camisetas de propaganda em algumas barracas já melhora muito” exagerou entre risadas o estudante.  Reportagem e Fotos:Léo Lasan
Mendigos e sujeiras no Centro de Artesanato
 

Um comentário:

Edmem Oliveira disse...

Bom dia
Gostariamos de saber o que o Prefeito tem a falar sobre a situação da "FAVELINHA" no centro da cidade.